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Mostrando postagens de 2011

Último...

Esses dias folheando a agenda eu me lembrei de você com certa nostalgia. É estranho sentir saudades de algo tão recente, mas é que eu sei que você nunca mais vai voltar, eu não vou poder te trombar por aí na rua qualquer dia desses, então, é adeus! Eu não sei se você foi o melhor na minha vida, não sei se de fato te dei o valor que você merecia, mas de qualquer forma o problema não é você, sou eu... Mas olha seu lindo, cada dia com você teve seu valor, e eu não vivi cada um deles como se fosse o último (assim como foi orientado nas correntes de PowerPoint), mas eu vivi, pronto, e no final das contas foi especial, foi bom pra mim “e foi bom pra você?”.   Eu posso não me lembrar de todos os momentos com você, afinal foram 365 dias juntos, “caramba eu não tenho memória de elefante, ok? e pra ser franca você foi o meu 25º” #prontofalei. Mas vou me lembrar de você, (provavelmente vou te misturar com os outros) como algo bom pra mim, e guardarei os melhores momentos na minha memória, ou grand…

Comece pelo quarto

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Sentir que é preciso mudar... Pessoas desorganizadas (assim como eu) podem utilizar uma válvula de escape útil nessas horas; começar pelo próprio quarto, ou pra aqueles que moram sozinho; arrumar a casa, ou se você é muito organizado; inventar outra ordem pra tudo. Juntar as roupas que não usa mais e doar pra alguém; organizar a mesa do computador, jogar fora os post-its velhos, as canetas sem carga, os comprovantes de mercado, varrer os quatro cantos (ou quantos tiver), tirar os sapatos debaixo da cama, tirar o pó de cima do armário, organizar os livros por ordem alfabética (ou lidos e não lidos, ou cor); lavar os bichinhos de pelúcia ou quem sabe doá-los junto com as roupas, trocar os lençóis sujos por limpos, as fotos do mural por novas, acrescentar pessoas (ou o contrário também, se for preciso). Lavar os tênis, tirar os comprovantes de débito da bolsa e dos bolsos das calças, os papéis de bala, os panfletos de dentista, de convênio, de cursos de informática (aqueles que você rece…

Saul Steinberg - As aventuras da linha

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Hoje farei um post um pouco diferente, trata-se de uma dica cultural pra quem estiver em São Paulo. No último Sábado fui conferir a exposição, As aventuras da linha do artista gráfico, Saul Steinberg que está sendo apresentada na Pinacoteca.

A exposição traz cerca de 110 desenhos do artista, que foram produzidas entre 1940 e 1950, entre eles há desenhos de 3, 5 e 7 metros e “A linha” com 10 metros de largura.


Os trabalhos de Steinberg são realmente incríveis, e entre seus cowboys, monumentos e mulheres em casacos de pele o artista revela seu humor e inteligência na maneira de enxergar e representar as situações cotidianas com um traço marcante. 
Pra quem tiver interesse, a exposição ficará na Pinacoteca até o dia 6 de novembro.






Fonte: http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/default.aspx?=exposicoes&idexp=564&mn=100

É estranho imaginar

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E eu, que te falei dos meus embaraços Das minhas dúvidas e anseios, Dos meus sonhos e pesadelos Eu, que te levei à minha casa Despi-me de qualquer pudor E lhe mostrei minha intimidade E nós, que nem éramos tão interessantes Encontramos um no outro algo de especial E tudo isso se foi, como num fim de carnaval Ainda tenho em mim, vontades que só você saciava Segredos ocultos Entre outras tantas coisas que compartilhávamos Amores nunca são iguais, tampouco como fomos E se fosse falta de amor seria fácil compreender Mas há nas relações algo que não sei ilustrar As vidas em algum momento querem ser livres E juntos novamente, é estranho imaginar

"É melhor ser alegre que ser triste"

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Composição: Vinicius de Moraes / Baden Powell


Quando eu estou triste, eu me lembro dessa música, desse trecho em especial:
"É melhor ser alegre que ser triste Alegria é a melhor coisa que existe É assim como a luz no coração..."
Como não quero dar corda pros meus problemas me tirarem mais o sono, prefiro me lembrar dos meus motivos pra sorrir...

Lembranças

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Os azulejos estão no mesmo lugar, assim como o arranjo de flor artificial na mesa de centro. Tudo permaneceu imóvel na velha casa durante anos, mas o tom não é o mesmo e nem o cheiro; o pó é visível e incômodo, cobre os objetos. A prataria embaçada nem de longe são as mesmas daquele tempo. Os livros na estante comidos por traças, já não podem ser lidos. Eu só posso convir que até os objetos envelhecem. Lá fora o mato cresceu, tantas plantas murcharam, outras novas nasceram. O balanço em que eu voava está quebrado, a velha tabela de basquete enferrujada, não há bolas nem vidraças, nem brincadeira de taco. Só há lembranças, um passado enfeitado como bolo de aniversário.

Estilhaços

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Andei tentando juntar os cacos estilhaçados de mim
Alguns pedaços quebrados por tanto cair
De passo em passo, e de caco em caco tento me recompor
De vazios e outros estragos, feridas e dor
Sinto-me como uma bala perdida e parada estou
Perco-me de tudo que vivi, ou nada restou
Desconcerto desordenado
Lembranças amargas, mas ainda tento
Impaciência, como é difícil livrar-se dos remendos
Se é falta ou excesso, é algo que nem sei dizer
Talvez amanhã, haverá novas páginas, que haverei de escrever

123º aniversário de Fernando Pessoa

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O Andaime

O tempo que eu hei sonhado
Quantos anos foi de vida!
Ah, quanto do meu passado
Foi só a vida mentida
De um futuro imaginado!
Aqui à beira do rio
Sossego sem ter razão.
Este seu correr vazio
Figura, anônimo e frio,
A vida vivida em vão.

A 'sp'rança que pouco alcança!
Que desejo vale o ensejo?
E uma bola de criança
Sobre mais que minha 's'prança,
Rola mais que o meu desejo.

Ondas do rio, tão leves
Que não sois ondas sequer,
Horas, dias, anos, breves
Passam - verduras ou neves
Que o mesmo sol faz morrer.

Gastei tudo que não tinha.
Sou mais velho do que sou.
A ilusão, que me mantinha,
Só no palco era rainha:
Despiu-se, e o reino acabou.

Leve som das águas lentas,
Gulosas da margem ida,
Que lembranças sonolentas
De esperanças nevoentas!
Que sonhos o sonho e a vida!

Que fiz de mim? Encontrei-me
Quando estava já perdido.
Impaciente deixei-me
Como a um louco que teime
No que lhe foi desmentido.

Som morto das águas mansas
Que correm por t…

Aquele fio desencapado

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Sorria;
Bebia sua cerveja, como se fosse doce
Suspirava;
Festejava a vida como um carnaval
Divertia-se;
Ouvia qualquer que fosse a prosa
Alegrava-se;
Estava tudo nos conformes

Se fosse dia;
O sol lhe reverenciaria
Se fosse noite;
As estrelas brilhariam
Se fosse maio;
A brisa lhe sopraria no rosto
Se fosse acaso;
Nada planejaria

A poesia;
Bem contada seria
As piadas;
Engraçadas soariam
Aquele cadarço;
Ela por vezes amarraria

E aquele último gole do copo trincado?
...

Alma clara

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Vê? A paz está em mim e eu não tenho feito força
Eu não exigi nada, parei de me incomodar e o sol parece iluminar a minha casa.
Sim, eu sei que ele estava ali no mesmo lugar ontem, assim como a probabilidade me indica que estará amanhã. Mas é que hoje é diferente, eu posso senti-lo na pele como se me hidratasse, me alimentasse. E eu só pude sentir isso quando deixei pra trás o que pesava. Quando parei de temer, e me vi solta, voando por um espaço que eu não sei onde começa ou termina.
É, minha alma está clara agora.

Poema: Viviane Mosé / Congresso Pensar 2009

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Charles Chaplin

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"Pensamos demasiadamente
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá."


Charles Chaplin
(Em 16/04/1889, há 122 anos nascia um dos maiores gênios que a humanidade já conheceu.)

Afetiva vida

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Nem sempre tão desencanada nem desinibida
Nem sempre tão aventureira ou descontraída
Era simples e estava nisso seu esplendor
Beleza calada de inconsciente ardor
Não havia fingimento
Em sua forma de expressar-se
Era malícia nos olhos alheios
Ou pura crueldade
Tinha inocência acentuada
Um tanto desmedida
Mas no fundo só queria um amor
Uma afetiva vida

Crisálida

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De quando em quando eu tento me mover e permaneço imóvel
Misto de cansaço e descanso
Aspiração por liberdade
Sinto medo do amanhã
Com esperança de um novo dia
Fico aguardando
Sufoco me angustia
Sinto algo novo em mim, mas não sei nomear
Durmo pra esquecer e acordo sem saber
Estranhamento
Novidade aparente reluz
Fuga breve
Nova fase
Anseio de aprendizagem.

Alguma felicidade

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Vou andar por aí sem rumo
Sem nada procurar
Ou intencionar
Quando voltar
Quero trazer poeira nos pés
Alguma felicidade dentro da mochila
E um pulmão ansiando em respirar uma nova manhã

Aos pedaços

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E o que eu tenho feito da vida?

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Sei não... Talvez jogado tempo fora em jogos vazios e em formas inúteis de me entreter. O que foi mesmo que fiz na semana passada? Não sei, não me lembro. Às vezes anoto coisas na agenda, às vezes não escrevo nada, esqueço. Algo importante? Talvez sim, provável que não. Então decido não deixar nada pra segunda-feira, começo academia amanhã mesmo! Sexta-feira?  É, começo logo amanhã que é pra não dar preguiça. Eu me conheço bem. Academia? Isso não é pra mim, semana que vem já era.
Percebi que toda vez que vou à praia, prometo a mim mesma. “No próximo verão, meu corpo vai estar bacana, esse ano eu vou malhar!”... Já tô com mania de desacreditar.
A cada novo começo de ano, eu tenho novos planos, faço promessas que certamente não hei de cumprir.
“Esse mês vou começar a procurar um trabalho na minha área!”... Sabe que até eu mesma já cansei de me ouvir falando isso? Sério!
Certos dias pra cá, comecei a questionar minhas escolhas, ou a falta delas. Será que eu tô fazendo certo, ou é minha vida…

Se sou livre

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Em determinado momento comecei a sentir como se quanto mais duvidassem da minha capacidade, mais certeza eu pudesse ter de que ninguém pode me deter.
Eu não posso me calar, evidente que não devo deixar que o veneno do mundo possa em mim se derramar.
Não vou permitir que a  minha falta confiança se reflita na vontade que tenho de realizar meus sonhos. 
É como se eu ganhasse forças pra acreditar que sou maior do que quem me diminui, e a cada crítica destrutiva ou mal-intencionada eu tenha ainda mais certeza do meu potencial. 
Ninguém nesse mundo pode me tirar o que comigo carrego. De peito aberto continuarei a viver, porque a pessoa que sou, não quer mais se esconder.

Quem sou

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Estou longe de ser o que tu pensas
Tampouco como tu queres
Provável o avesso de tudo isso
Ainda menos previsível
Quer entender? Conheça
Quer conhecer? Mereça!

Mais uma tentativa e... 10 x 0 pra máquina

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Parece uma coisa! Vários dias tentando escrever algo pra postar aqui, e por alguns vários motivos não consegui. Às vezes por não ter muita inspiração; ok, isso ocorre! O problema é que até parece mentira. Eu não gosto de escrever diretamente aqui no editor de textos do blogger, prefiro escrever no word mesmo, porque o revisor dele é mais preciso, pois bem, escrevi um texto que realmente gostei! li umas vezes pra ver se estava bom, e estava; mas por algum motivo, eu não postei o texto, fui ali fazer não sei o quê, e quando volto fecho o programa sem salvar e já era. “Triste fim de um poeminha que acabara de nascer”. Se eu senti muita raiva? Imagina, só queria bater com a cabeça na parede! ^&;#@$%... Mas tudo bem passou. Hoje eu peguei o notebook como se nada tivesse acontecido, e comecei a escrever, no meio de um monte de coisas “nada com nada”, consegui ter uma ideia legal, pronto! escrevi um texto bonitinho (eu achei, né!) adivinharam? É, só deu tempo de eu ler, porque o computad…

Olhai os lírios do campo

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Simples assim

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Eu lhe convido a viver o valor da simplicidade.
Abrace a vida, assopre felicidade.
Ah, se eu soubesse antes como é fácil ser feliz.
Desprendo-me, há coisas que não valem tanto assim.













Bom ou bobo?

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Nunca estaremos livres de sermos decepcionados, por mais que tenhamos cautela, e por mais verdadeiros e fiéis sejamos. A doação é uma via de mão dupla, o que virá do outro será sempre uma incógnita.