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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Meus passos

Cuba Gallery: Urban / Lightroom preset rose vogue / city / umbrella / reflection / walking / rain
Se meu medo for maior que a minha vontade de seguir em frente, então dou um passo pra trás.
Dois passos, ou quantos forem preciso, aprendi que humildade cabe em qualquer lugar.
Eu não vou me envergonhar de voltar, desculpas eu sempre soube pedir, perdão eu sei dar.
Não quero um dia, dona da razão virar. Eu temo errar, mas errando descobri como acertar.
E vou assim, continuo por aqui, vou pra lá e pra cá. E sigo em frente, quando um passo eu souber que posso dar.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

De verdade


Ela há muito vive assim, uma vida de não dever nada a ninguém, explicações nunca dá, não recebe ligações para saber onde ela está.
Hoje ela colocou uma saia curta, saiu na rua alguém olhou, ninguém reclamou. Ela seguiu até o trabalho, bom dia, bom dia, boa tarde, até amanhã!
Volta ela e sua saia, volta ao caminho de casa. Dorme ela numa cama vazia, e acorda como foi dormir. Café, pão na chapa, não precisa dividir. O mesmo caminho e bom dia, bom dia, boa tarde, até amanhã!
Fim de semana mais uma vez, o pão inteiro, um litro de leite que dura um mês. 
Triste? Só se ela quiser, só ela permitir que seja.
Cama vazia não é solidão, opção por vezes não, mas condição. Acostuma ou não?
Planos ela faz, sozinha fazer o que? Mas vive assim, se alguém depois merecer dividir com ela aquele pão, ela divide os planos. Senão ela continua, e triste não precisa ser. Amigos aos montes, família boa, marido, casa, filhos, é bom ter, não digo que não. O caso aqui é outro, felicidade de verdade é interior, concorda comigo ou não?
Estrutura de uma casa o que se vê de fora, um belo palácio, o que está por dentro muitas vezes ruínas. Se ela quer viver assim? ‘De verdade não, muito obrigada’. A cama vazia é limpa, a consciência também. Ela volta ao trabalho, e faz o bom dia e a boa tarde valerem à pena, mistura o trabalho com prazer, e dá certo! A casa abraça, o livro faz viajar, os planos completam, a cerveja alegra... Esportes, poesia, novela, estudos... Não importa o que lhe agradar. Mas vive, e vive de verdade, e quando alguém merecer dividir, que aconteça, aprende a viver junto, mas não esquece de viver um tempo só. Um tempo só seu, ninguém nasce, nem vive a vida sempre junto, descobrir o que lhe dá prazer, é um começo.

Sua vida começa e termina em você!



terça-feira, 21 de setembro de 2010

Só de Sacanagem

Ana Carolina

Composição: Elisa Lucinda
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.
Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração tá no escuro.
A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam:
" - Não roubarás!"
" - Devolva o lápis do coleguinha!"
" - Esse apontador não é seu, minha filha!"
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até habeas-corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar, e sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem!
Dirão:
“ - Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba.”
E eu vou dizer:
”- Não importa! Será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.”
Dirão:
" - É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
E eu direi:
” - Não admito! Minha esperança é imortal!”
E eu repito, ouviram?
IMORTAL!!! Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar pra mudar o final.

domingo, 19 de setembro de 2010

Eu tenho sonhos


Eu tenho sonhos
Sonhos de papel colorido
Sonhos de papel picado que voam
Sonhos diversos
Assim eles são
Todos belos
Poéticos e delicados
Desenhados e pintados
Impossível, nenhum
Eu acredito em cada um
Alguns distantes
Outros mais perto
Próximos de serem tocados
Muitos me aproximei
Outros encostei
E de nenhum desistirei

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O balão

Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." (Antoine de Saint-Exupéry)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Longe do meu olhar

Não me contento com um sorriso torto
Olhar afastado
Você distante de mim
Não aceito um aceno cordial
Uma conversa trivial
Beijos no rosto e tchau
Se for assim prefiro não te ver
Pra poder te esquecer
Não que isso eu queira fazer
Lembranças
Memórias
Uma bela história
Não sei se há solução
Mas aqui bate um coração
Amor virando solidão
Páginas a virar
Passos a caminhar
E você assim
Tão longe do meu olhar

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Boba ela


Ela acordada de uma noite mal dormida, com um sono que não sucumbia à tentação do mundo dos sonhos. Passou a noite acordada, o dia todo, milhares de horas pensando, repensando no que devia fazer.
Haveria de por um fim em tudo, em alto e bom som lhe falar o que estava sentindo.
Não, ela não se sentia à vontade em ouvi-lo mais uma vez se desculpar. Não, ela não poderia aceitar por mais uma vez levar a culpa como se tivesse errado, e não ele. Sabia perfeitamente que mais tempo só adiaria o fim inevitável, só tornaria mais difícil o entendimento que era improvável, e depois de tudo ela ficaria ainda mais triste e insegura por não ouvir a voz da razão.
As breves pausas eram suficientemente longas porque a espera era incerta. O simples barulho de motor de um carro qualquer lhe causava tremor. E ela sabia que estes milhares de carros que passavam na rua não eram o dele. Quanto mais pensava, mais sentia que a melhor alternativa era deixá-lo ir, o problema é que ela não teria paz dessa forma, e era justamente isso que ela buscava naquele momento.  Provável que se ela não o procurasse tudo o que houve entre os dois ficaria vago, e tudo que poderia acontecer, não mais seria.
Mil horas a mais, milhares de impulsos em ligar, e ela se controlava. Mas quanto mais conseguiria aguentar?
E num segundo, eis que tudo muda quando ouve algo lá fora, desta vez tinha certeza, não era um barulho qualquer.
Ela sabia do quanto se arrependeria de sua decisão um pouco mais tarde, e o quanto iria se odiar por ser tão fraca.
Por mais uma vez seu coração bobo e machucado era o impulso que lhe direcionava, e naquele momento, de uma coisa ela estava certa, não o deixaria partir.

A diferença

Renove suas ações,
Multiplique boas ideias
Conheça novas formas
Reconsidere as alternativas
Invente maneiras
Ultrapasse barreiras
Alcance o máximo
Pense alto
Adquira conhecimento
Vença o impossível
Abandone a incapacidade
Desprenda os medos
Atraia o novo
Permita a mudança
Deixe o passado
Seja a diferença

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Então fica assim...


Não me conte seus pesares
Eu não exponho os meus defeitos
Não procura entender-me
Eu não lhe cobro explicações
Por mim não seja influenciado
Eu lhe permito que vá
Deixe-me te esquecer
E cada um segue o que pretender

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