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De volta

Não poderia argumentar nem mais nem melhor, nunca foi bem em dar desculpas, não soube criar uma situação. Poderia dizer tudo o que sentia sem rodeios, ou entregar-se, e depois voltar atrás caso fosse preciso. Mas em seu rosto aquela sinceridade que a pouco enxergava-se, já confundia-se ao medo que lhe tomava, pois temia amar e entregar-se novamente. As coisas não eram como antes, necessitava de uma tal segurança que naquele momento deveria vir de fora. 
Se aquela pessoa, na qual toda sua confiança e dedicação fora confiada, se ela não estava certa do que sentia, então já não lhe cabia ali permanecer. Nunca fora tão confiante quanto a sua capacidade em despertar no outro qualquer afeição. Aquele caso sempre fora tão estranho pra si, e manteve-se um tanto solta, um tanto presa ao fato de que tudo poderia dar errado.
E não era somente neste sentido em que sua autoconfiança era falha, não lhe surpreendia não ser eleita em qualquer que fosse a disputa, não conhecia a palavra ganhar, sentia-s…

E nada

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Voltemos ao início de tudo Voltemos ao último resquício perdido O que encontro, senão, nada? Nem vento, nem sol, ou dia nublado Nem caixas, nem dança, nem circo Foi mágica, foi sonho, ou nem foi Foram pensamentos aos montes, ou tudo verdade Memórias, lembranças, invenção Mentiras, compulsão, susto Maior ou menor que a realidade Exercício da solidão Diversão de faz de conta Tudo é, e não; Aconteceu, e nada existe