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Mostrando postagens de Agosto, 2011

É estranho imaginar

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E eu, que te falei dos meus embaraços Das minhas dúvidas e anseios, Dos meus sonhos e pesadelos Eu, que te levei à minha casa Despi-me de qualquer pudor E lhe mostrei minha intimidade E nós, que nem éramos tão interessantes Encontramos um no outro algo de especial E tudo isso se foi, como num fim de carnaval Ainda tenho em mim, vontades que só você saciava Segredos ocultos Entre outras tantas coisas que compartilhávamos Amores nunca são iguais, tampouco como fomos E se fosse falta de amor seria fácil compreender Mas há nas relações algo que não sei ilustrar As vidas em algum momento querem ser livres E juntos novamente, é estranho imaginar