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sábado, 31 de dezembro de 2011

Último...

Esses dias folheando a agenda eu me lembrei de você com certa nostalgia. É estranho sentir saudades de algo tão recente, mas é que eu sei que você nunca mais vai voltar, eu não vou poder te trombar por aí na rua qualquer dia desses, então, é adeus!
Eu não sei se você foi o melhor na minha vida, não sei se de fato te dei o valor que você merecia, mas de qualquer forma o problema não é você, sou eu...
Mas olha seu lindo, cada dia com você teve seu valor, e eu não vivi cada um deles como se fosse o último (assim como foi orientado nas correntes de PowerPoint), mas eu vivi, pronto, e no final das contas foi especial, foi bom pra mim “e foi bom pra você?”.  
Eu posso não me lembrar de todos os momentos com você, afinal foram 365 dias juntos, “caramba eu não tenho memória de elefante, ok? e pra ser franca você foi o meu 25º” #prontofalei.
Mas vou me lembrar de você, (provavelmente vou te misturar com os outros) como algo bom pra mim, e guardarei os melhores momentos na minha memória, ou grande parte, talvez, não, eu não vou me lembrar, mas enfim, em alguns momentos eu não era eu “se é que você me entende?”.
Olha, valeu pela parte em que conhecemos aquele pedacinho do mundo, valeu aquela parte em que eu aprendi mais uma habilidade com a mão (pintura, pervertidos), valeu tudo, valeu até aqueles momentos ruins, afinal eles vão embora com você, né?
Então é tchau, o próximo da fila por favor...

2012, corra pra cá, meu querido!

Um bom ano pra todo mundo! 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Comece pelo quarto

Sentir que é preciso mudar... Pessoas desorganizadas (assim como eu) podem utilizar uma válvula de escape útil nessas horas; começar pelo próprio quarto, ou pra aqueles que moram sozinho; arrumar a casa, ou se você é muito organizado; inventar outra ordem pra tudo. Juntar as roupas que não usa mais e doar pra alguém; organizar a mesa do computador, jogar fora os post-its velhos, as canetas sem carga, os comprovantes de mercado, varrer os quatro cantos (ou quantos tiver), tirar os sapatos debaixo da cama, tirar o pó de cima do armário, organizar os livros por ordem alfabética (ou lidos e não lidos, ou cor); lavar os bichinhos de pelúcia ou quem sabe doá-los junto com as roupas, trocar os lençóis sujos por limpos, as fotos do mural por novas, acrescentar pessoas (ou o contrário também, se for preciso). Lavar os tênis, tirar os comprovantes de débito da bolsa e dos bolsos das calças, os papéis de bala, os panfletos de dentista, de convênio, de cursos de informática (aqueles que você recebeu por educação, mas não vai usar). Aproveite também limpe sua caixa de e-mail, estojo de lápis, jogue fora os cremes vencidos, enfim, organize tudo, tudo...

Será que dá certo ou é metáfora? Funciona pra valer ou é só coisa de gente que curte Feng Shui?

E mudar o visual é uma boa ideia? Quem sabe cortar o cabelo ou mudar a cor, mudar a cara, o estilo de roupa, ou seria melhor conhecer novos amigos, trocar de emprego, de casa, de país, quem sabe, quem sabe?...

Afinal a mudança vem de fora pra dentro, ou de dentro pra fora? O que influencia o quê? A gente esvazia pra poder encher ou se enche é de tanto vazio, de coisas sem valor?

O que afinal devemos jogar fora? E jogar fora é excluir, ou só tirar das vistas? O que nos será cobrado adiante, e o que fará parte dos nossos arrependimentos? É certo fugir? Ou têm horas é preciso abandonar tudo pra recomeçar?

Escolhas...

Você sabe o que é o certo a se fazer? Ou outro caminho era o correto? Então onde foi que errou? Tem mesmo as respostas?

Por que eu realmente não sei, não mesmo...
Há mudanças que levam tanto tempo pra acontecer, outras conseguem nos surpreender de tão repentinas.

Que escolha você tomou pra estar aí agora neste momento, por exemplo? Que direção você escolheu? Ou será que a vida decidiu por você? É como diz Saint-Exupery “Você é eternamente responsável por tudo cativas”? Ou a coisa funciona mais como diz Kundera “O primeiro ensaio da vida já é a própria vida, e isso que faz com que a vida pareça sempre um esboço”?

O que eu sei é que não há uma pessoa sequer nesse mundo que tenha todas as respostas. Sabemos tão pouco dessa vida que o erro é tão comum como respirar, é “fisiológico”, assim como nos alimentamos pra sanar a fome, o erro é o alimento do aprendizado.

Então se eu puder lhe aconselhar de alguma forma. Quando vier aquele súbito desejo de mudar tudo, faça o seguinte, comece pelo quarto!

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