É certo que duvido

Xeque-mate, 1949 - Maria Helena Vieira da Silva

Se há algo nesse mundo que eu tenho certeza, é que eu não tenho certeza de muita coisa. Minhas certezas são como quase certezas, são o meio caminho entre o que eu duvido realmente e o que eu quase acredito por completo, são apenas dúvidas que se tornaram um pouco mais confiantes e imunes as descrenças e acusações. A certeza é algo que eu certamente tenho grande dificuldade em entender e explicar, é algo incomparável que quando você a tem, não resta alternativas. A certeza vai ao encontro da dúvida, ou é totalmente contrária. Se a dúvida impulsionou o mundo, foi na certeza que as respostas foram encontradas. As dúvidas são os espaços dos quebra-cabeças que não se completaram ainda, são meus devaneios, minhas buscas por soluções que estão longe de procurar explicações concretas e absolutas daquilo que não aceito ou não compreendo.
Porém não se prova nada sem certeza, ela é o trabalho cumprido, o xeque-mate no xadrez, é quando você descobre que a peça que faltava no jogo precisava ser encaixada no exato lugar que você descobriu quando a obteve. Opostas, contrárias, incompreensíveis ou exatas, sempre haverá dúvidas das quais as certezas substituirá, ou não.

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