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E nada

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Voltemos ao início de tudo Voltemos ao último resquício perdido O que encontro, senão, nada? Nem vento, nem sol, ou dia nublado Nem caixas, nem dança, nem circo Foi mágica, foi sonho, ou nem foi Foram pensamentos aos montes, ou tudo verdade Memórias, lembranças, invenção Mentiras, compulsão, susto Maior ou menor que a realidade Exercício da solidão Diversão de faz de conta Tudo é, e não; Aconteceu, e nada existe

Último...

Esses dias folheando a agenda eu me lembrei de você com certa nostalgia. É estranho sentir saudades de algo tão recente, mas é que eu sei que você nunca mais vai voltar, eu não vou poder te trombar por aí na rua qualquer dia desses, então, é adeus! Eu não sei se você foi o melhor na minha vida, não sei se de fato te dei o valor que você merecia, mas de qualquer forma o problema não é você, sou eu... Mas olha seu lindo, cada dia com você teve seu valor, e eu não vivi cada um deles como se fosse o último (assim como foi orientado nas correntes de PowerPoint), mas eu vivi, pronto, e no final das contas foi especial, foi bom pra mim “e foi bom pra você?”.   Eu posso não me lembrar de todos os momentos com você, afinal foram 365 dias juntos, “caramba eu não tenho memória de elefante, ok? e pra ser franca você foi o meu 25º” #prontofalei. Mas vou me lembrar de você, (provavelmente vou te misturar com os outros) como algo bom pra mim, e guardarei os melhores momentos na minha memória, ou ...

Comece pelo quarto

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Sentir que é preciso mudar... Pessoas desorganizadas (assim como eu) podem utilizar uma válvula de escape útil nessas horas; começar pelo próprio quarto, ou pra aqueles que moram sozinho; arrumar a casa, ou se você é muito organizado; inventar outra ordem pra tudo. Juntar as roupas que não usa mais e doar pra alguém; organizar a mesa do computador, jogar fora os post-its velhos, as canetas sem carga, os comprovantes de mercado, varrer os quatro cantos (ou quantos tiver), tirar os sapatos debaixo da cama, tirar o pó de cima do armário, organizar os livros por ordem alfabética (ou lidos e não lidos, ou cor); lavar os bichinhos de pelúcia ou quem sabe doá-los junto com as roupas, trocar os lençóis sujos por limpos, as fotos do mural por novas, acrescentar pessoas (ou o contrário também, se for preciso). Lavar os tênis, tirar os comprovantes de débito da bolsa e dos bolsos das calças, os papéis de bala, os panfletos de dentista, de convênio, de cursos de informática (aqueles que você receb...

Saul Steinberg - As aventuras da linha

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Hoje farei um post um pouco diferente, trata-se de uma dica cultural pra quem estiver em São Paulo. No último Sábado fui conferir a exposição, As aventuras da linha do artista gráfico, Saul Steinberg que está sendo apresentada na Pinacoteca. A exposição traz cerca de 110 desenhos do artista, que foram produzidas entre 1940 e 1950, entre eles há desenhos de 3, 5 e 7 metros e “A linha” com 10 metros de largura. Os trabalhos de Steinberg são realmente incríveis, e entre seus cowboys, monumentos e mulheres em casacos de pele o artista revela seu humor e inteligência na maneira de enxergar e representar as situações cotidianas com um traço marcante.  Pra quem tiver interesse, a exposição ficará na Pinacoteca até o dia 6 de novembro. Fonte:  http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/default.aspx?=exposicoes&idexp=564&mn=100

É estranho imaginar

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Kati Froes E eu, que te falei dos meus embaraços Das minhas dúvidas e anseios, Dos meus sonhos e pesadelos Eu, que te levei à minha casa Despi-me de qualquer pudor E lhe mostrei minha intimidade E nós, que nem éramos tão interessantes Encontramos um no outro algo de especial E tudo isso se foi, como num fim de carnaval Ainda tenho em mim, vontades que só você saciava Segredos ocultos Entre outras tantas coisas que compartilhávamos Amores nunca são iguais, tampouco como fomos E se fosse falta de amor seria fácil compreender Mas há nas relações algo que não sei ilustrar As vidas em algum momento querem ser livres E juntos novamente, é estranho imaginar

"É melhor ser alegre que ser triste"

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Composição: Vinicius de Moraes / Baden Powell Quando eu estou triste, eu me lembro dessa música, desse trecho em especial: " É melhor ser alegre que ser triste  Alegria é a melhor coisa que existe  É assim como a luz no coração..." Como não quero dar corda pros meus problemas me tirarem mais o sono, prefiro me lembrar dos meus motivos pra sorrir...

Lembranças

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Os azulejos estão no mesmo lugar, assim como o arranjo de flor artificial na mesa de centro. Tudo permaneceu imóvel na velha casa durante anos, mas o tom não é o mesmo e nem o cheiro; o pó é visível e incômodo, cobre os objetos. A prataria embaçada nem de longe são as mesmas daquele tempo. Os livros na estante comidos por traças, já não podem ser lidos. Eu só posso convir que até os objetos envelhecem. Lá fora o mato cresceu, tantas plantas murcharam, outras novas nasceram. O balanço em que eu voava está quebrado, a velha tabela de basquete enferrujada, não há bolas nem vidraças, nem brincadeira de taco. Só há lembranças, um passado enfeitado como bolo de aniversário.